Os trabalhadores das grandes empresas têxteis em Espanha voltaram a sair às ruas para protestar contra o preacordo de convenção negociado com os sindicatos CCOO e Fetico. A mobilização é encabeçada pela UGT e ocorre em todo o território nacional.
Os integrantes da Associação de Retail Textil España (ARTE), que reúne marcas como Inditex, Mango, Primark e H&M, participaram de ações frente a lojas e centros comerciais. O objetivo é rejeitar o acordo por entenderem que não atende às necessidades dos trabalhadores.
Quando e onde aconteceram as manifestações
As ações ocorreram ao longo de várias regiões, com concentrões em Madrid diante de lojas de Primark, Mango, Pull&Bear e H&M na Gran Vía. Em Cantabria, as manifestações foram nas sedes regionais e em Santander, diante da patronal.
Cantabria e Castilla-La Mancha reforçam o movimento
Em Cantabria, a UGT destacou que já houve duas greves gerais anteriores e pediu a retirada do ARTE do convênio, citando perda de direitos, salários e vantagens. Em Castilla-La Mancha, trabalhadores criticaram o preacordo como prejudicial a cerca de 200 mil empregados no país, incluindo 5,5 mil na região.
Ato em Castilla y León e posição da ARTE
Em Valladolid, trabalhadores concentraram-se na porta do centro comercial Río Shopping para reiterar que só aceitam o acordo sem “letras pequenas” e sem ambiguidades. A ARTE sustenta que o preacordo promove equidade e melhoria real, e permanece aberto ao diálogo.
Pontos centrais do debate e impactos
UGT afirma que o texto não melhora condições de vida, mantém precariedade e flexibiliza horários, prejudicando principalmente mulheres e trabalhadores com contrato parcial. A entidade diz que haverá novas greves e mobilizações, em âmbito estadual.
Situação atual
O conflito envolve denúncias de que o convênio consolidaria um modelo de precariedade e reduziria direitos trabalhistas. O movimento continua com concentrações regionais, sem divulgação de uma conclusão prevista para o momento.
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