A bolsa espanhola e o Ibex 35 operam na defensiva diante da ausência de sinais de distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. A inflação preocupa pela possível pressão do petróleo alto, mantendo a confiança dos investidores em baixa. O preço do barril Brent sobe quase 1%, chegando a 105 dólares.
As bolsas da Ásia apresentam desempenho misto. Japão avança 0,6%, China cai 0,4% e Hong Kong sobe 0,3%. Coreia do Sul recua 3%, após fortes ganhos recentes no setor de semicondutores. Nos EUA, futuros indicam leve queda, enquanto o EuroStoxx 50 aponta para abertura em terreno negativo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã está em suporte vital, após a resposta de Teerã indicar distância entre as partes. A possibilidade de passagem de navios pelo estreito de Ormuz se frustra, e o setor de chips perde fôlego, com foco em dados de inflação norte-americana.
Contexto e desdobramentos
Espera-se que o índice de preços ao consumidor americano registre alta de 3,7% no ano, alimentando expectativas sobre trajetória da política monetária. A chance de alta de juros pela Federal Reserve neste ano pode impactar os mercados globais.
Paralelamente, a agenda envolve a cúpula entre Trump e o presidente Xi Jinping, com ênfase em questões bilaterais e tensões comerciais. Avanços considerados limites, mantendo o status quo entre as maiores economias do mundo.
Mercado de câmbio e commodities
No câmbio, o euro recua 0,2%, para 1,1760 dólar. O ouro permanece estável, refletindo a recuperação prudente de ativos considerados de proteção. Os investidores monitoram notas econômicas e declarações oficiais para sinalizar próximos movimentos.
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