A China registrou um impulso expressivo nas exportações em abril, puxado pelo avanço de itens ligados à inteligência artificial. Dados alfandegários mostram que as remessas ao exterior cresceram 14% na comparação anual, atingindo US$ 359 bilhões, com média de cerca de US$ 500 milhões por hora.
As exportações de semicondutores da China dobraram em abril, enquanto as vendas de equipamentos de processamento automático de dados, laptops e componentes subiram 47%. O Ministério indicou que o setor de IA ampliou as compras de produtos estrangeiros de alta tecnologia em 42%.
O desempenho acontece em meio a um ambiente de investimentos globais em IA, com EUA e China aprofundando a cooperação e, ao mesmo tempo, a distância econômica. Grandes empresas americanas, como Alphabet e Meta, preveem investimentos de capital de até US$ 725 bilhões neste ano, principalmente em data centers.
No fronto energético, as importações de petróleo bruto chinesas subiram 13% em valor, mas recuaram 20% em volume, ante maior elevação de preços. Economistas da Nomura destacaram o efeito dos preços altos de energia sobre a economia, mesmo diante do boom tecnológico.
As exportações de chips chineses para os EUA subiram, após quedas em 2025, com valor próximo de US$ 31 bilhões em abril. Na comparação, sul-coreanos e taiwaneses também reforçaram seus embarques de semicondutores, reforçando a integração da região na cadeia global de tecnologia.
As vendas de veículos elétricos aumentaram bastante, ajudando a sustentar as exportações da China diante da queda de vendas domésticas. O valor total de veículos enviados ao exterior no primeiro quadrimestre chegou a patamar elevado, com abril marcando novo recorde para o setor automotivo.
O fluxo de comércio externo da China também impulsiona as importações, que cresceram 25% em abril, para US$ 275 bilhões. Corea do Sul e Taiwan registraram altas relevantes nas suas importações, mantendo o ritmo de recuperação do comércio regional.
Especialistas veem o cenário como indicativo de maior dependência entre EUA e China na cadeia de suprimentos de tecnologia, ainda que as autoridades mantenham tensões em termos de políticas comerciais. O debate sobre controles de exportação permanece em pauta entre as duas potências.
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