No Hawaii, a rede de fast food L&L Hawaiian Barbecue sorprendeu ao crescer sem perder a essência havaiana. O que começou com um investimento de US$ 22 mil em 1976 se tornou uma rede com 235 unidades. O modelo sustenta a expansão mantendo a raiz cultural da marca.
A estratégia central foi transformar funcionários em sócios-operadores, criando uma legião de milhonários internos. Com foco na autenticidade, Eddie Flores Jr. manteve a sede no Havaí e protegeu o DNA da ilha para evitar que a marca perdesse identidade durante a expansão.
O crescimento estável veio de uma combinação de cultura forte e governança. Flores Jr. entregou a liderança a sua filha, Elisia Flores, ex-auditoria da GE, buscando rigor corporativo sem perder o espírito artesanal.
Cultura como diferencial
A empresa sustenta que a autenticidade atua como barreira contra a comoditização. Estima-se que existam até mil cópias do modelo, mas sem a credibilidade da origem havaiana.
- Raiz operacional: manter operações centrais no Havaí ajuda a preservar a identidade.
- Capitalismo de stakeholders: a propriedade pelos funcionários de longa data protege o legado.
- Handshake culture: parcerias baseadas em confiança impulsionaram o crescimento inicial.
Sucessão e governança
A transição de liderança para Elisia uniu visão empreendedora e rigor analítico. Sob nova gestão, a rede adotou sistemas de accountability para ampliar escalabilidade financeira e gestão de custos.
O resultado é uma marca que conserva a essência artesanal, com mecanismos de gestão de grande escala. A abordagem é apresentada como exemplo de sustentabilidade de modelo de franquias.
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