A guerra dos Estados Unidos no Irã já custou US$ 29 bilhões até o momento, segundo uma autoridade do Pentágono. O novo total representa um aumento de US$ 4 bilhões em relação ao fim do mês passado. Os custos incluem reparos, reposição de equipamentos e despesas operacionais.
Jules Hurst, controlador financeiro do Departamento de Defesa, informou aos parlamentares que a estimativa continua em revisão. Participaram da audiência o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Não está claro como chegou-se a US$ 29 bilhões.
A guerra completou 11 semanas desde o início, em 28 de fevereiro, com ataques apoiados pelos EUA e Israel. Um cessar-fogo mediado pelo Paquistão entrou em vigor no início de abril, mas não houve definição clara sobre objetivos. Donald Trump rejeitou a contraproposta iraniana e chamou a oferta de “inaceitável”.
Contexto financeiro e político
Pouco antes, fontes disseram à Reuters que os primeiros seis dias teriam custado pelo menos US$ 11,3 bilhões. Economistas alertam para custo total maior ao considerar financiamento e impactos de longo prazo. O Pentágono mantém revisão constante da estimativa.
Na manhã de hoje, o petróleo avançou cerca de 3%, com Brent a US$ 107,66 por barril para julho, na ICE. Os preços já subiram mais de 40% desde o começo do conflito. A volatilidade no Golfo Persa permanece elevada.
Mercado, opinião pública e cenário
Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostra que dois terços dos adultos dos EUA entendem que a explicação de Trump para a guerra não foi clara. A taxa de aprovação sobre objetivos do envolvimento militar também é dissociada por filiação partidária. As preocupações com o preço da gasolina ganham relevância para as eleições de novembro.
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