Elon Musk tentou obter o controle de OpenAI, e chegou a sugerir que o comando pudesse passar para seus filhos após sua morte, segundo Sam Altman, CEO e cofundador da empresa. Altman testemunhou diante de um júri federal em Oakland, Califórnia, em um caso envolvendo Musk, que o processa por alegar que a OpenAI foi ludibriada, por ter nascido como organização sem fins lucrativos.
Altman afirma que Musk não apenas apoiava a ideia de OpenAI se tornar uma empresa com fins lucrativos, como também desejava controle de longo prazo. Ele relembra que, em conversa entre os fundadores, alguém perguntou o que ocorreria se Musk morresse; a resposta insinuou que o controle poderia passar para seus filhos.
Propostas de controle e mudanças estratégicas
Segundo Altman, Musk sugeriu ampliar sua presença no conselho, tornar-se CEO e até transformar a OpenAI em uma subsidiária da Tesla. O objetivo geral, segundo o relato, era obter financiamento mais rápido e em maior escala, com a empresa migrando para um modelo de negócios tradicional.
Altman, junto de Greg Brockman e Ilya Sutskever, indicou que abrir espaço para o controle de Musk, em troca de financiamento, não atenderia à missão da OpenAI nem ao desenvolvimento de inteligência geral artificial (AGI). Ele disse que a ideia causou grande desconforto entre os fundadores.
Contexto adicional
Musk deixou a OpenAI no início de 2018 e interrompeu doações regulares de 5 milhões de dólares por trimestre. Altman mencionou ainda um e-mail de Musk afirmando que a OpenAI tinha a chance de sucesso apenas com a participação dele. Em 2019, quando a OpenAI formou uma subsidiária com fins lucrativos, Musk não aceitou investir, segundo Altman.
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