O PagBank registrou lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa queda de 15,2% frente ao trimestre anterior, mas alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025. O ROAE ficou em 15,8%.
A receita totalizou R$ 3,335 bilhões, reduzida em 6,0% no trimestre, porém alta de 6,4% na base anual. Na área de pagamentos, houve recuo de 9,8% na comparação trimestral, para R$ 2,516 bilhões. Serviços bancários cresceram 8,2%, para R$ 819 milhões.
O TPV da adquirência ficou em R$ 128,2 bilhões no trimestre, queda de 9,9% frente aos três meses anteriores e leve alta de 0,3% ante o mesmo período de 2025. Mesmo com a sazonalidade, o CEO Carlos Mauad aponta recuperação gradual.
Mauad destacou que o TPV já mostra trajetória de recuperação ao longo de 2025, com o patamar anual próximo de estabilização no primeiro trimestre de 2026. Ele citou melhoria mês a mês, como visto em abril.
O PagBank encerrou o trimestre com 34 milhões de clientes, alta anual de 6%. A carteira de crédito atingiu R$ 5 bilhões, avanço de 8,8% no trimestre e 35,9% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,05% em março.
A maior parte da carteira é consignada, cerca de R$ 3,5 bilhões. Em relação ao Desenrola Brasil, Mauad afirmou que a margem deve cair a curto prazo, mas a demanda pode migrar para empréstimos. A perspectiva é que o consignado privado ganhe participação.
A carteira expandida chegou a R$ 51 bilhões, com alta de 2,6% no trimestre e 11,0% no ano. As antecipações de recebíveis somaram R$ 46,1 bilhões, avanço de 2,0% trimestralmente. Os depósitos totalizaram R$ 41,6 bilhões, crescimento de 2,4% no trimestre e 22,9% anual.
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