Ações da Vale sobem na sessão desta quarta-feira, pressionadas pela alta do minério de ferro e pela expectativa de um encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. O papel VALE3 operava em alta por volta das 13h45, com ganho de 1,61% e cotação de R$ 84,59, enquanto o Ibovespa avançava 0,07% aos 180.461 pontos.
Participantes do mercado atribuem a valorização ao vigor da demanda por minério, aliado a uma leitura de que o encontro entre os líderes pode destravar acordos comerciais. Há ainda a possibilidade de avanços em negociações envolvendo chips e ferramentas de inteligência artificial, que poderiam sustentar a demanda por minerais.
A análise de sazonalidade também aponta para um impulso setorial, com manutenções preventivas ao longo do ano pressionando estoques. Nesse ambiente, houve especial destaque para o cobre nos últimos dias, ajudando a sustentar cotações e o humor do setor.
No mercado internacional, o contrato futuro mais ativo de minério de ferro na Bolsa de Dalian, com vencimento em setembro, fechou em alta de 0,31%, a 820 yuans por tonelada (US$ 120,7). A produção de ferro-gusa na China se manteve estável, conforme dados observados por analistas.
Analistas destacam a resiliência dos preços do minério como apoio às ações do setor. O Citi aponta que mineradoras brasileiras podem registrar um segundo trimestre mais forte, com volumes de exportação robustos e preços estáveis. O principal risco continua sendo o aumento de custos logísticos.
O BTG Pactual reforça que o minério tem se mantido acima de US$ 100 por tonelada, influenciado pela inflação de custos, com frete e diesel elevando o custo marginal. A China permanece como motor de demanda, ainda diante de fraqueza imobiliária, mantendo utilização de altos-fornos próxima de 90%.
Diante do cenário, o BTG mantém recomendação de compra para as ações da Vale e projeta preço do minério de ferro em US$ 102 por tonelada em 2026, ressaltando a Vale como uma das maiores beneficiárias da atual dinâmica de preços.
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