Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou na abertura da 4ª Conferência Anual do BC que a sequência de choques de oferta coloca em xeque a credibilidade das autoridades monetárias. A fala ocorreu em 13 de maio de 2026, durante o evento promovido pela instituição.
Segundo o dirigente, são quatro choques de oferta em menos de seis anos, em meio a surpresas climáticas e mudanças no tempo. O BC precisa se preparar para turbulências sem perder o foco no seu mandato.
A autoridade ressaltou que os instrumentos disponíveis foram desenhados para outra natureza de choque, o que exige adaptação para manter a estabilidade macroeconômica. Ele afirmou que a percepção da população diverge dos indicadores oficiais, com inflação ainda sentida no cotidiano.
Desafios de comunicação e política monetária
Para Galípolo, o principal desafio é distinguir impactos temporários de pressões inflacionárias mais persistentes. O BC, segundo ele, não se desvia do objetivo de controlar a inflação, mesmo diante de choques recorrentes e incertezas externas.
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