A revogação da chamada taxa das blusinhas foi oficializada pelo governo Lula por meio de medida provisória publicada nesta terça-feira, em Brasília. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passa a não existir, buscando impacto imediato no bolso do consumidor.
A decisão integra uma linha de ações de curto prazo voltadas ao consumo popular. O governo também ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil e lançou o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.
Fontes do Planalto indicam que o foco em renda, crédito e custo de vida ganhou força após pesquisa recente. A Genial/Quaest apontou melhora na percepção do governo e redução do pessimismo econômico entre eleitores.
Impacto econômico
Mesmo com o fim da taxa, o ICMS estadual incidirá sobre as compras internacionais. Ainda assim, analistas apontam que os preços devem recuar. Cálculos iniciais indicam que uma compra de US$ 50 poderá sair de cerca de R$ 354 para aproximadamente R$ 295.
Dados da Receita Federal mostram que o imposto arrecadou cerca de R$ 1,78 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026. Em 2025, a arrecadação total ficou em torno de R$ 5 bilhões. A equipe econômica avalia efeitos diretos no custo de vida.
Contexto político
A mudança é interpretada como uma guinada do governo na estratégia de campanha, com foco em medidas de impacto imediato para eleitores de renda média e baixa. A percepção pública sobre o governo tem ganhado fôlego com o discurso de alívio financeiro no curto prazo.
Mesmo com a revogação, o governo afirma manter o balanceamento fiscal e a visão de longo prazo, sinalizando continuidade de instrumentos que visem reduzir distorções entre comércio eletrônico internacional e varejo nacional.
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