O fim da chamada “taxa das blusinhas” foi confirmado na terça-feira, 12, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tributo, que incide sobre importações de roupas e itens de moda, deixará de vigorar para compras de até 50 dólares vindas do exterior. A decisão foi divulgada pelo Palácio do Planalto.
Antes da confirmação, grandes varejistas do segmento já monitoravam o cenário político como parte de sua estratégia. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) tinha alertado, em fevereiro, sobre o risco de retrocesso na medida em meio ao calendário eleitoral. O objetivo era reduzir possíveis impactos na imagem do governo.
A decisão gerou reação imediata no setor. Entidades ligadas à indústria e ao varejo lembraram que a redução da carga tributária favorece plataformas estrangeiras, especialmente de origem asiática, em áreas como vestuário, eletrônicos e bens de consumo. As críticas destacam impactos competitivos e custos operacionais.
Reação de entidades e impactos setoriais
A Abvtex classificou o fim da taxa como grave retrocesso econômico, afirmando que a medida afeta micros e pequenas empresas brasileiras, que já enfrentam juros elevados e custos operacionais maiores que os de plataformas externas. Entre as associadas estão C&A, Renner, Riachuelo e Azzas 2154.
Segundo o setor, a retirada do imposto pode ampliar vantagens de marketplaces internacionais, alterando o equilíbrio competitivo no varejo fashion e em itens de consumo populares. Representantes da indústria destacam a necessidade de políticas claras para evitar distorções no mercado brasileiro.
Entre na conversa da comunidade