Greening, empresa de renováveis listada na BME Growth, fechou uma ampliação de capital de 30 mill̃oes de euros com Alantra e Andbank como bancos colocadores. O objetivo é reordenar a dube e viabilizar uma nova etapa de desenvolvimento. Deloitte havia alertado, nas contas de 2025, sobre a incerteza quanto à continuidade da atividade.
A operação permitirá negociar com credores como Santander, BBVA, Deutsche Bank e Cajamar, visando uma nova estratégia para reduzir a dívida e tornar o grupo lucrativo a medio prazo. A gestora afirma que a ampliação é chave para transformar a empresa e enfrentar o mercado de energia com maior solidez.
Em abril, a companhia apresentou a hoja de rota que enfatiza a ampliação de capital como pilar central. Pablo Otín, CEO desde janeiro, disse a CincoDías que o capital é necessário para a transformação e para tornar a Greening um referencial da energia 2.0.
Situação financeira e plano estratégico
Greening encerrou, no exercício anterior, com perdas de 11 milhões de euros e um fundo de maneio negativo de 50,9 milhões. A empresa está sob controle de Ignacio Salcedo Ruiz, fundador e presidente, com participação de quase 37%. Outros fundadores, Mateos e Palacios, possuem 18,4% cada um.
A transação ocorreu a 2,39 euros por ação, um desconto de 34% em relação ao fechamento anterior. Participantes da Greening e da EiDF adquiriram ações na operação, que também envolve Sinia Renovables do Sabadell, com participação relevante no grupo.
Mudanças de foco e metas futuras
A estratégia de reconversão concentra-se em Espanha e Itália, reduzindo presença nos EUA, México, Alemanha e Marrocos. As linhas de negócio passam a ser autoconsumo industrial, comercialização de energia e flexibilidade energética.
A empresa planeja refinanciar o passivo existente, renovar instrumentos de dívida e avançar com fusões e aquisições para reduzir o endividamento. A dívida líquida combinada de Greening e EiDF está estimada em 137,9 milhões, com meta de chegar a 56,5 milhões até 2030.
Perspectivas financeiras e vigência de contratos
A projeção é de EBITDA de 35,7 milhões de euros em 2030, frente a 6,7 milhões no ano anterior. O CEO ressaltou a intenção de transformar a companhia em uma empresa com maior valor, com foco em rentabilidade.
A instituição financeira Sabadell, responsável pela listagem inicial da Greening, informou que a viabilidade depende de refinanciamento, desinvenções e rotação de projetos, bem como da conclusão da ampliação de capital já encerrada. O texto de divulgação reforça a importância da conversão de instrumentos híbridos em capital.
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