A tokenização de ativos do mundo real pode ganhar impulso com a adoção de inteligência artificial, segundo Sebastian Bea, CEO da ReserveOne. A afirmação foi feita durante o Digital Assets Conference, em Nova York, promovido pelo Mercado Bitcoin.
Bea afirmou que agentes de IA devem liderar a adoção, pois operam em sistemas complexos e reduzem a barreira da autocustódia. A previsão é de que o avanço ocorra nos próximos 6 a 12 meses, impulsionando o uso da infraestrutura de tokenização.
A ReserveOne atua no desenvolvimento de soluções para integrar ativos tradicionais ao ecossistema blockchain, visando ampliar a adoção institucional no setor. O foco é facilitar o financiamento de portfólios com ativos tokenizados.
Regulamentação nos EUA patina
Bea destacou que, segundo a SEC, até US$ 100 trilhões em ativos podem ser tokenizados em dois anos, mas que ainda falta estrutura regulatória adequada. Ele mencionou que as audiências sobre tokenização em Washington ainda não resultaram em mudanças imediatas.
O executivo disse que a Lei de Clareza (Clar ity) não resolve o panorama regulatório, sugerindo necessidade de legislação adicional após as próximas eleições de meio mandato. A ênfase está na criação de um marco estável para mercados 24/7.
O mercado americano, segundo Bea, ainda não tem base regulatória para um pregão contínuo com tokenização. Ele aponta maior espaço para inovação e regulação em outros países, além dos EUA, para acelerar o ritmo de adoção.
Vantagens da tokenização
Bea listou benefícios potenciais da tokenização de ativos do mundo real: maior competição na oferta de portfólios, maior estabilidade financeira em momentos de dificuldade e operação de mercado aberto 24/7.
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