Após a Polícia Civil do Distrito Federal desmontar a décima central de “criptogatos”, a operação revelou a expansão de atividades de mineração clandestina de criptomoedas para áreas urbanas. O alvo desta vez foi um imóvel em Arniqueira, no DF, cerca de Águas Claras, montado com 16 máquinas de alto desempenho ligadas clandestinamente à rede elétrica.
A ação ocorreu na terça-feira, 12, e envolveu a participação da Neoenergia, que estima prejuízo de 8 milhões de reais com furtos na rede neste ano. O montante indica consumo mensal suficiente para abastecer mais de 120 mil pessoas.
Os equipamentos funcionavam 24 horas diárias, alimentados por uma ligação clandestina de 300 amperes. A energia desviada seria suficiente para manter luz acesa em cerca de 200 residências, apontam autoridades.
O responsável pelos computadores não foi localizado, porém o proprietário do imóvel será intimado. A polícia investiga a possível participação de financiadores e de uma organização criminosa por trás do esquema.
Segundo a Neoenergia, além do dano financeiro, a fraude aumenta o risco de sobrecargas, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e potenciais incêndios. A concessionária ressalta que a expansão para bairros residenciais eleva o nível de alerta.
Entre janeiro e maio, foram apreendidos 670 computadores fabricados para validar transações de criptoativos no DF. Cada unidade custa, em média, 30 mil reais, com o custo total de montagem de uma mineradora clandestina estimado em 1,5 milhão de reais.
Desdobramentos
Investigadores trabalham para identificar os responsáveis pelos financiamentos do esquema. A Polícia Civil mantém o foco em desmantelar a rede e chegar aos envolvidos que promovem a illegalidade e ampliam o risco à população.
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