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Petróleo cai com projeção menor de demanda global

Previsão da AIE aponta queda de demanda global em 420 mil barris por dia, pressionando preços do petróleo mesmo com tráfego restrito no Estreito de Ormuz

Petróleo — Foto: Getty Images
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O petróleo opera em queda nesta quarta-feira, 13, mesmo com o tráfego no Estreito de Ormuz ainda restrito e o cessar-fogo entre Irã e EUA por pouco não chegando a um acordo. A queda reflete a projeção da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre demanda global mais fraca.

A AIE revisou para baixo o consumo mundial, estimando uma redução de 420 mil barris por dia em razão do conflito, ante a queda de 80 mil barris por dia prevista anteriormente. Enquanto isso, a incerteza geopolítica persiste, influenciando o cenário de oferta.

Movimentação de preços e tráfego

O Brent com vencimento em julho recua 1,35%, para US$ 106,34 por barril. O WTI, também com vencimento em julho, cai 0,88%, para US$ 97,64.

Segundo o Hormuz Strait Monitor, seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, equivalente a 10% do fluxo normal. O volume transportado foi de 515 mil toneladas, 5% do fluxo usual de 10,3 milhões de toneladas.

Estoques e projeções de recuperação

O Departamento de Energia dos EUA informou estoques de petróleo abaixo do esperado na semana passada, com déficit de 4,08 milhões de barris, frente à previsão de 2,6 milhões. Atualmente, os estoques norte-americanos somam 215,7 milhões de barris.

As projeções da AIE consideram normalização gradual do fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico a partir de junho, com demanda positiva apenas em agosto e possível estabilidade nos níveis de 2025 depois disso.

Desafios na cadeia de suprimentos

A recuperação pode demorar mais devido a danos na infraestrutura, gargalos logísticos e remoção de minas iranianas. A produção de petróleo e a atividade de refino devem se recuperar mais lentamente que o tráfego marítimo, o que pode manter a pressão sobre os preços de derivados.

A AIE aponta que o mercado permanecerá deficitário até o último trimestre do ano, contribuindo para a volatilidade nos preços e na oferta global.

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