O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou que a subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel já começa a fazer efeito no mercado. Contudo, as empresas habilitadas ao programa ainda não receberam os subsídios. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (13/5/2026) durante o Fórum de Biocombustíveis e Bioquerosene em São Paulo (SP).
Watt destacou que a medida implementada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda a conter o repasse de oscilações internacionais. Em relação ao cenário externo, o diretor citou que países produtores de petróleo, como os EUA, registraram altas expressivas por não adotarem intervenção semelhante. No Brasil, o aumento de preços foi menor, segundo ele, por conta da subvenção.
O programa já conta com adesão da Petrobras, mas enfrenta resistência de parte das grandes distribuidoras. Algumas estão habilitadas, porém não aplicam os recursos; outras permanecem fora da iniciativa, aguardando regulamentação e temendo a falta de pagamento. Além da Petrobras, a Refinaria de Mataripe e a Vibra já aderiram; Ipiranga e Raízen continuam sem participar.
Progresso do subsídio e entraves ao pagamento
A ANP ainda não iniciou os pagamentos às empresas participantes. O órgão depende de um acordo com a Receita Federal para finalizar o convênio, cuja assinatura ainda não ocorreu. O prazo original para ressarcimento venceu em 30 de abril, sem repasses realizados. Watt afirmou que as discussões com o Fisco estão em estágio avançado, mas não definiu data para início dos pagamentos.
Entre na conversa da comunidade