Susan Collins, presidente da distrital de Boston do Federal Reserve, defende que a política monetária dos EUA permaneça levemente restritiva por algum tempo para trazer a inflação de volta à meta de 2% ao ano. Ela ressaltou que a postura deve se ajustar conforme a evolução das perspectivas e dos riscos. Collins não vota neste ano e participa de debates com outros dirigentes do Fed, como Neel Kashkari e Beth Hammack, sobre mudanças na comunicação sobre viés de flexibilização.
Além disso, o grupo de dirigentes argumenta pela retirada do viés de flexibilização do comunicado de decisão de política monetária, sinalizando que, se necessário, poderia haver elevação dos juros. Collins afirmou que consegue imaginar um cenário de aperto moderado, ainda que esse não seja seu cenário-base, priorizando o retorno da inflação à meta.
Perspectiva da política monetária
Collins lembrou que a inflação permanece acima da meta há mais de cinco anos e que o choque no preço do petróleo intensificou esse processo. O Fed tem observado a possibilidade de maior aperto caso o risco inflacionário se mantenha elevado, mesmo com desaceleração da atividade em alguns momentos.
No âmbito do mercado de trabalho, a dirigente afirmou que a taxa de desemprego continua em patamares historicamente baixos. A política de imigração dos EUA limitou a criação de vagas, mantendo o nível de empregos estável. Ainda assim, a avaliação considera os impactos de choques de produtividade, petróleo e tarifas de importação na dinâmica econômica.
Dados recentes indicam que a inflação alta persiste, enquanto o petróleo elevou os custos para a atividade real. A perspectiva depende, segundo Collins, da reação da economia a fatores externos e das mudanças de produtividade, que podem influenciar a trajetória da inflação e do emprego.
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