O Brasil tem recursos abundantes de minerais estratégicos e busca estabilizar a regulação para desenvolver não apenas a exploração, mas as cadeias produtivas. O tema foi debatido no Summit Valor Brasil-USA, em Nova York, durante um painel sobre minerais críticos. O objetivo é apresentar as oportunidades de parceria com os EUA para tecnologia e investimento.
Especialistas destacaram que a parceria entre Brasil e Estados Unidos pode fortalecer cadeias tecnológicas. Segundo Débora Freire, secretária de política econômica, o Brasil tem capacidade industrial para processar insumos e atuar como centro estratégico de processamento mundial.
Ela ressaltou que a cooperação com os EUA pode avançar cadeias tecnologicamente avançadas, com cooperação robusta em tecnologia e infraestrutura. Minerais críticos são vistos como eixo para atrair investimentos, mantendo critérios ambientais e sociais claros.
Parceria Brasil-EUA e cadeia de minerais
Luke Balleny, do World Resources Institute, lembrou que o governo dos EUA atua para evitar dependência de China na cadeia de suprimento de terras raras no continente. A previsibilidade regulatória é apontada como ponto essencial para a parceria.
O especialista elogiou o avanço brasileiro no marco regulatório para metais críticos e afirmou que o país está atraindo investimentos. Segundo ele, a previsibilidade de regras depende de separar governança de política eleitoral, o que facilita o ambiente de negócios.
Abhi Rajendran, da Rice University, destacou a necessidade de alinhamento entre políticas federais e estaduais. Ele defendeu uma política industrial clara para aproveitar vantagens de beneficiamento dos minerais.
Balleny afirmou que uma política industrial clara ajuda a atrair capital e conhecimento. Ele destacou que o Brasil tem vantagem no processamento de minerais críticos, com custos de energia mais baixos do que nos EUA e na Europa.
Freire reiterou que a parceria com os EUA é importante, mas o Brasil mantém relações com diversos parceiros e segue o princípio de autonomia estratégica. O objetivo é cooperação tecnológica e na cadeia de suprimentos, sem alianças fechadas.
A secretária também apontou que empresas e instituições americanas podem financiar, inovar e apoiar processamento e manufatura avançada. O Brasil continua aberto a cooperação com outros parceiros, inclusive a China, desde que respeite a legislação e normas ambientais.
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