O governo anunciou o fim do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, em uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança vale a partir desta quarta-feira (13). O ICMS estadual continuará incidindo, variando entre 17% e 20%.
A medida reacende o debate entre varejo nacional e plataformas asiáticas. O CEO da Riachuelo, André Farber, afirma que a decisão aumenta a desigualdade entre quem produz no Brasil e operações de sites internacionais como Shein e AliExpress. Para ele, o país impõe custos maiores para quem gera empregos e investimentos locais.
Farber destaca que empresas instaladas no Brasil enfrentam alta carga tributária, incluindo imposto de importação de 35% e 11,25% de PIS/Cofins, além de encargos trabalhistas. Em contraponto, operações de cross border teriam condições mais favoráveis.
Ele ressalta que a discussão envolve a cadeia produtiva nacional, que envolve cerca de 18 milhões de empregos e 1,9 milhão de CNPJs, grande parte micro e pequenas empresas. Segundo o executivo, a medida crava um ambiente desfavorável à indústria têxtil brasileira.
O empresário aponta que consumidores buscam preços baixos, mas alerta para impactos econômicos de longo prazo, lembrando que sem emprego não há consumo sustentável. A fala reforça o caráter estratégico do setor para a economia do país.
Debate entre varejo nacional e internacional
A mudança alimenta um embate antigo: defesa da democratização de preços pelas plataformas estrangeiras versus proteção da indústria nacional diante deTributos e custos de produção.
Indústria têxtil brasileira
Farber afirma que o tema não é apenas tributação de compras internacionais, mas um incentivo externo que prejudica a indústria local. Ele sustenta que o Brasil é a única cadeia têxtil completa do Ocidente e não pode ser tratada como descartável.
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