A Eneva já investiu cerca de R$ 2,2 bilhões para iniciar as obras dos projetos contratados no leilão de capacidade do governo, realizado em março. A empresa é a principal vencedora e tem o BTG Pactual como maior acionista.
Executivos afirmam que as contestações não prejudicarão a continuidade do processo, destacando a necessidade da energia adicional para a segurança do país.
O leilão de março foi o maior da história, com 19 gigawatts contratados em termelétricas e hidrelétricas. A energia adicional é vista como crucial para evitar blecautes neste ano, principalmente no pico noturno.
A Eneva respondeu por quase um terço do volume, concorrendo com Petrobras e Âmbar. Os projetos da empresa devem exigir cerca de R$ 18 bilhões.
As contestações começaram nos dias seguintes ao leilão. A Âmbar questionou falhas no sistema da licitação e acusou desvantagem na disputa. A Aneel rejeitou os recursos apresentados pela Âmbar.
Paralelamente, o Ministério Público Federal acionou para suspender a licitação, enquanto parlamentares, liderados pelo deputado Danilo Forte, tentaram sustar o certame por meio de um Projeto de Decreto Legislativo.
O leilão ocorreu após adiamentos, com o ONS alertando para risco de falta de energia sem a realização. A oferta internacional de turbinas a gás também estava restrita, elevando a sensação de urgência.
A Aneel ainda não homologou os resultados. No entanto, a Eneva manteve a confiança e iniciou trabalhos antes da licitação, incluindo terraplanagem para um projeto em Sergipe.
A empresa esperava que mais leilões sejam necessários para reforçar o sistema elétrico. Durante a apresentação de resultados, executivos indicaram que o país pode demandar cerca de 40 GW até 2035, com carteira de projetos de 10 GW prontos para disputas futuras.
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