O caso envolve um novo vídeo de investigação que mostra suposta crueldade com salmões na estufa de reprodução da Cooke Aquaculture, em Bingham, Maine. As imagens, coletadas entre setembro e dezembro do ano passado, foram obtidas por Animal Outlook e entregues ao Guardian. O material aponta maus-tratos a peixes e práticas potencialmente prejudiciais ao meio ambiente.
Segundo a ONG, funcionários aparecem batendo em peixes com paus metálicos, chutando-os e até lesionando animais vivos. Deformidades e infecções fúngicas também teriam sido observadas. Trabalhadores relatam ainda alimentação com ração contaminada por roedores e a saída acidental de peixes para cursos d’água, com mortes de milhares de animais.
Cooke Aquaculture, empresa canadense com sede em New Brunswick, não comentou o vídeo quando procurada. Autoridades de Maine anunciaram abertura de investigação junto ao Animal Outlook, que solicitou acusações formais de crueldade. A certificação BAP informou que abriu apuração sobre o estabelecimento.
Investigação e respostas regulatórias
A governança estadual confirmou a investigação e ouviu a ONG. A BAP também abriu apuração sobre a planta em questão, que produz salmão sob a marca True North.
Contexto setorial e políticas públicas
O vídeo surge em meio a debates sobre a expansão da aquicultura nos EUA, um segmento avaliado em cerca de US$ 4 bilhões. O governo federal tem priorizado facilitar o crescimento da produção interna de pescados, com criação de novas estruturas regulatórias e de apoio ao setor.
Observação sobre impactos ambientais
Especialistas alertam que a intensificação da produção pode trazer riscos ambientais, como disseminação de doenças, poluição de corpos d’água e ocorrência de escapamentos que afetam ecossistemas locais.
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