O desemprego entre as mulheres ficou significativamente acima do observado entre os homens no Brasil no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A taxa de desocupação foi de 7,3% para as mulheres e 5,1% para os homens, com a média nacional em 6,1%.
O levantamento aponta uma diferença de 43,1% entre os sexos, mesmo diante de sinais de redução dessa disparidade ao longo do tempo. A leitura é de analistas da pesquisa, que destacam evolução gradual da desigualdade.
Desigualdade de gênero e recortes demográficos
Entre as etnias pesquisadas, a taxa de desemprego ficou abaixo da média para brancos (4,9%), enquanto pretos (7,6%) e pardos (6,8%) apresentaram maiores índices.
A educação também modera as taxas: quem tem ensino médio incompleto registra 10,8% de desemprego, contrasta com 3,7% entre quem concluiu o ensino superior.
Andamento histórico e impactos
Em comparação com 2012, a diferença entre as taxas aumentou, chegando a 69,4% naquele ano, e chegou a menor distância de 27,0% no segundo trimestre de 2020, durante a pandemia. Dados atuais indicam continuidade da tendência de melhoria gradual.
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