Desde a União Europeia, novas regras para importação de proteína animal atingiram a piscicultura brasileira. A medida anunciada nesta semana mantém restrições para o peixe brasileiro já desde 2018, sob justificativa de incompatibilidades com embarcações de pesca extrativa. O setor tem lidado com o cenário há anos.
A restrição anterior, segundo a associação do setor, decorre de problemas regulatórios identificados em operações de pesca, o que impactou a certificação e o fluxo de exportação de pescado brasileiro para o mercado europeu. A novidade desta semana amplia o desafio enfrentado pela cadeia produtiva.
A Peixe BR, associação que representa a piscicultura brasileira, destaca que o mercado europeu é relevante para o setor, ocupando papel de destaque entre os principais compradores. Francisco Medeiros, presidente da entidade, enfatiza a importância de uma solução rápida para reabrir as exportações e manter o Brasil como fornecedor confiável.
Implicações para o setor
A expectativa de reabertura ficou comprometida pela nova decisão da UE, que pode atrasar a retomada das exportações. Especialistas apontam que o atraso impacta a rentabilidade de produtores e cadeia de suprimentos, incluindo produtores, transportadores e processadores.
Ainda não há data definida para a resolução do impasse. O setor segue monitorando informações oficiais e avaliações técnicas, que devem indicar próximos passos para a regularização do fluxo comercial entre Brasil e União Europeia.
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