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Caixa atinge R$ 820 milhões em contratações no Desenrola

Renegociados 820 milhões no Novo Desenrola; FGTS terá uso liberado a partir do dia 25 e carteira imobiliária avança para 966,2 bilhões no 1º tri

Carlos Vieira, presidente da Caixa — Foto: José Cruz/Agência Brasil
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A Caixa Econômica Federal informou que já renegociou 820 milhões de dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil. O dado foi apresentado pelo presidente Carlos Vieira durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Também foi lembrado que há um atraso para o uso do saldo do FGTS, previsto para começar no dia 25 deste mês. O benefício permite sacar até 20% do saldo total do FGTS ou até 1 mil reais.

Vieira explicou que o ajuste de sistemas é necessário para permitir a utilização da medida, que depende de decisões governamentais. O cronograma atual busca realizar a implementação com a devida assertividade, sem comprometer a operação da instituição.

O presidente destacou ainda o desempenho da carteira de crédito imobiliário da Caixa. O saldo atingiu 966,2 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, maior em 3,0% frente ao trimestre anterior e 13,9% ante o mesmo período de 2025. Entre janeiro e março, houve financiamento habitacional de 64,2 bilhões de reais, queda de 11,9% na comparação trimestral, porém alta de 30,6% frente ao 1º trimestre de 2025.

“Crescer 30% não é trivial; isso mostra alinhamento com a importância do crédito imobiliário para a economia e a geração de empregos”, afirmou Vieira. Ele ressaltou que esse segmento é considerado pela instituição como parte relevante da cadeia produtiva brasileira.

Papel do funding imobiliário

Vieira lembrou que a Caixa foi protagonista nas discussões sobre mudanças no funding imobiliário. As normas anunciadas em outubro do ano passado preveem a redução gradual, até zerar, dos depósitos compulsórios mantidos pelos bancos junto ao BC, relacionados aos recursos do SBPE. A regra facilita que bancos que captarem recursos no mercado usem esse valor para aplicações livres, desde que haja direcionamento ao financiamento imobiliário.

“Nós participamos ativamente da definição sobre a liberação do depósito compulsório, visando ampliar o acesso ao crédito para o setor imobiliário”, afirmou o presidente.

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