O FGTS vai virar ferramenta de renegociação de dívidas com o Desenrola 2.0. A partir de 25 de maio de 2026, parte do saldo pode ser usado para quitar ou amortizar débitos em atraso dentro do Novo Desenrola Brasil. A medida depende de MP publicada em 4 de maio.
O objetivo é facilitar o pagamento de dívidas como cartão de crédito, cheque especial e CDC. A iniciativa, anunciada pelo governo, espera movimentar até 8,2 bilhões de reais em recursos do fundo.
Quem pode participar é definido por renda e prazos. Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) podem aderir. Dívidas precisam estar atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com contratos até 31 de janeiro de 2026.
Regras de uso e condições
É permitido usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior. Descontos nas dívidas variam de 30% a 90%, conforme acordo com a instituição financeira. Parcelas podem chegar a 48 meses, com juros de até 1,99% ao mês.
O valor renegociado pode alcançar até R$ 15 mil por pessoa, por instituição, com garantia do FGO. O processo é digital e não exige visitas a agências da Caixa.
Como fazer a renegociação pelo aplicativo
O trabalhador acessa o aplicativo do FGTS e autoriza consulta de saldo. Em seguida, negocia com o banco onde a dívida está registrada. A Caixa transfere os valores automaticamente após a assinatura do contrato.
O prazo estimado para formalização é de até 30 dias após a consulta. Antes de 25 de maio, parte do saldo pode sumir momentaneamente do app devido ao processamento.
Saque residual e atualizações
No dia 26 de maio, o governo deve liberar um saque residual de cerca de R$ 8,4 bilhões para mais de 10,5 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário. Os depósitos são automáticos nas contas cadastradas.
Continuam bloqueados apenas valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário ativas. O FGTS no Desenrola envolve ainda apoio a famílias, estudantes, empresas e produtores rurais, com foco na redução da inadimplência.
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