O IPCA de abril ficou em alta de 0,67%, divulgado na última terça-feira. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,39%, próximo do teto da meta de 4,5%.
Apesar da alta estar associada ao petróleo, os impactos de combustíveis não explicam sozinhos o resultado. Em abril, houve avanço também nos preços de alimentos, saúde e artigos de residência.
Além disso, os núcleos da inflação subiram, com média de 0,50% em abril, ante 0,44% em março. O índice de difusão também avançou, indicando que mais itens registraram variação positiva.
Perspectivas e impactos no cenário fiscal
Segundo o relatório Focus do BC, a mediana das projeções para o IPCA em 2026 ficou em 4,91%, e a inflação implícita na curva de juros rondou 5%.
Cálculos de economistas apontam impacto de 120 a 140 bilhões de reais nas contas públicas este ano, devido a medidas de estímulo fiscal. Entre elas estão isenções, crédito subsidiado e ajuda ligada ao gás.
O efeito dessas medidas é ampliar a demanda e pressionar a inflação, ao mesmo tempo em que eleva o custo do crédito para o governo, dificultando o controle inflacionário pelo Banco Central.
Há o risco de repetição de fenômenos fiscais de anos anteriores, caso o ambiente de maior gasto público persista, com efeito potencial sobre preços e contas públicas.
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