A China renovou a habilitação de centenas de frigoríficos dos Estados Unidos para exportação de carne bovina, sinalizando uma reaproximação comercial entre Pequim e Washington. A medida pode alterar o fluxo global do mercado, avaliadores dizem. O anúncio ocorreu logo após a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.
Mais de 400 frigoríficos norte‑americanos tiveram a revalidação autorizada pela China, enquanto 77 estabelecimentos também foram autorizados. Apenas 38 plantas ficaram de fora do processo de renovação, segundo informações no setor. O movimento envolve o restabelecimento de laços comerciais.
Analistas destacam que a notícia pode ter impacto limitado para o Brasil no curto prazo. A competitividade da carne brasileira e a demanda chinesa aquecida sustentam a posição do país como fornecedor relevante, mesmo diante da renovação de plantas americanas.
Contexto de mercado
O cenário anterior mostrou severas restrições. Em 2024, Pequim não renovou o registro de cerca de 390 frigoríficos dos EUA, reduzindo drasticamente as exportações para a China. A mudança recente é vista como sinal de distensão na relação comercial bilateral.
Dados de janeiro de 2026 apontam queda expressiva das exportações americanas para a China: volume recuou 94% e valor caiu 97% ante o mesmo mês do ano anterior. O espaço deixado foi preenchido por exportadores sul‑americanos.
Especialistas ouvidos pela CNN Agro destacam que o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de carne bovina à China. A renovação dos frigoríficos norte‑americanos é interpretada como um movimento que pode reequilibrar o mercado a médio prazo.
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