O presidente da CNT, Vander Costa, pediu nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, a uma transição gradual de uma hora a menos na jornada de trabalho caso a PEC que acaba com a escala 6 X 1 seja aprovada pela Câmara.
Costa participou da comissão que discute a proposta. Ele afirmou que a transição reduziria impactos para as empresas de transporte sem repassar custos à cadeia de produtos.
A PEC em análise prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem perdas salariais. A CNT defende que a redução seja gradual.
A CNT aponta que a obrigação de reduzir a jornada afetaria diretamente os rendimentos das empresas de transporte. Custos adicionais poderiam subir o preço final dos itens.
Segundo a confederação, o setor trabalha com margens restritas e lucros em dígito único. O aumento de mão de obra ou de horas extras elevaria custos.
Vander Costa estima que, se a PEC for aprovada, o setor de transportes de cargas poderia contratar cerca de 250 mil trabalhadores. O Brasil estaria em pleno emprego.
A avaliação de Costa é que a PEC foi proposta em 2019, em cenário de desemprego diferente. Ele sinalizou impactos para motoristas de ônibus urbanos.
Os ônibus urbanos, segundo o dirigente, precisam operar sete dias por semana. Com menos gente na escala, seria necessária mais mão de obra para manter a operação.
Impactos no transporte de carga
A CNT alerta que o custo de transporte pode subir, influindo na inflação e no poder de compra. A íntegra do debate segue em andamento na Câmara.
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