O Ministério da Fazenda trabalha com a liderança do governo no Senado para impedir a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco Central na Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira (20). A ideia é que a análise seja adiada.
A equipe econômica considera positivo um pedido de vista para postergar a votação, com o objetivo de deixar a tramitação para depois das eleições. A orientação do Planalto, porém, é evitar sinalizar pressa na aprovação.
Entre as preocupações está o risco de a autonomia financeira do BC abrir espaço para que outras autarquias sigam o mesmo caminho, como Cade e CVM, o que aumenta o escrutínio sobre o orçamento da instituição.
Contexto e posicionamentos
Internamente, há resistência à aprovação rápida: o governo teme a redução do controle político sobre o BC e impactos orçamentários. O apoio à ideia de avançar com a PEC tem incomodado a Fazenda.
No terreno das lideranças, o debate envolve o papel do atual ministro do BC, Dário Durigan, que herdou a defesa da proposta após o ex-ministro Fernando Haddad ter sinalizado resistência. Lideranças do governo trabalham para manter o texto sob análise posterior ao pleito.
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