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IBC-Br mais fraco mostra perda de ritmo da economia e pressiona juros

IBC-Br de março cai 0,67% acima do previsto, sinalizando desaceleração do fim do primeiro trimestre e mantendo pressão sobre os juros mantidos pelo BC

Cédulas de dinheiro / Foto: Pixabay
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O IBC-Br, indicador que funciona como prévia do PIB, mostrou economia brasileira fraca no fim do primeiro trimestre de 2026. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, ampliando a dúvida sobre o ritmo de crescimento.

O índice caiu 0,67% em março, ante a expectativa de queda de 0,40%. O setor de serviços foi o principal freio, respondendo por aproximadamente 70% da atividade e sendo sensível a renda, consumo e juros.

Apesar da queda mensal, o agregado do trimestre ainda registra leve expansão, acima de 1%. Contudo, a leitura aponta desaceleração da atividade em relação aos meses anteriores.

Perspectivas para a política monetária

A leitura de desaceleração coincide com custos de financiamento elevados, que pesam sobre investimentos e consumo. O mercado mantém expectativa de juros elevados por mais tempo, influenciando o dinamismo econômico.

Inflação e decisões do BC

Mesmo com a atividade mais fraca, a inflação continua pressionada. O Boletim Focus aponta piora nas projeções e taxa Selic encerrando o ano em 13,25%, o que dificulta cortes mais agressivos.

Cenário para investidores

Analistas destacam que a economia pode manter crescimento reduzido, com atendimento aos próximos dados de inflação, emprego e consumo. O comportamento do setor de serviços permanece central para o desempenho do PIB.

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