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Mercado de carbono precisa de ajuste correspondente com urgência

Brasil precisa concluir o ajuste correspondente até o fim do ano para créditos de carbono, sob risco de perder negócios com Corsia para vizinhos.

Pessoa segurando uma nota de dólar e outra segurando uma placa com o ícone de CO2, para ilustrar o conceito de créditos de carbono.
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O Brasil avança na maturação do mercado de carbono. Em debates recentes da Conaredd (Comissão Nacional do REDD+), o governo sinaliza abertura para o ajuste correspondente, retirando créditos de carbono da contabilidade nacional para uso por empresas em metas de redução de emissões. A medida visa facilitar a exportação de créditos de forma segura e fiscalizada.

A mudança ocorre diante de dados que apontam que créditos gerados por projetos privados representam até 5% das emissões do país, fração suficiente para não comprometer as metas da NDC. Autoridades entendem que o ajuste correspondente pode gerar renda, empregos e receitas fiscais, fortalecendo políticas públicas ambientais.

Contexto regulatório

Regulamentar a Lei 15.042 e o artigo 6 é visto como uma oportunidade estratégica, não apenas uma exigência internacional. A meta é concluir a regulamentação até o fim deste ano, conforme prioridades governamentais.

Avanços e impactos

A ideia é permitir a venda de créditos com o ajuste correspondente, assegurando transparência e governança. Recursos provenientes do mercado poderiam financiar ações de comando e controle para conservação de florestas e cumprimento da NDC.

Caso do setor de aviação

No setor de aviação, o Corsia exige ajuste correspondente para créditos adquiridos no Brasil. Recentemente, uma grande empresa aérea buscou 600 mil créditos; como o Brasil não autoriza o ajuste, houve negociação com a Colômbia, além de Chile e Guiana, que já permitem.

Consequências econômicas

Créditos com ajuste correspondente tendem a ter valor superior ao mercado voluntário tradicional. Demanda global cresce, com compras de grandes empresas como a Microsoft, antecipando tendências que devem se intensificar nos próximos anos.

Perspectiva e próximos passos

Especialistas veem o Brasil como líder potencial na gestão de soluções baseadas na natureza, desde que o arcabouço regulatório garanta integridade ambiental e segurança jurídica. A continuidade do diálogo na Conaredd é acompanhada de urgência para hoje.

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