Com a proximidade da Copa do Mundo, a circulação de camisas falsificadas aumentou. Em São Paulo, duas lojas populares do Brás foram fechadas temporariamente durante operação da Receita Federal contra pirataria. O objetivo é coibir itens sem origem comprovada.
No radar da Receita, cerca de duas mil lojas em dois shoppings foram impactadas pela ação. O foco envolve camisas de seleções e aparelhos eletrônicos que entram no país sem passar pela alfândega. Perfis de lojas nas redes sociais anunciavam itens a preços abaixo dos licenciados.
Além das apreensões, as investigações apontam que as lojas já monitoradas enviavam mercadorias falsificadas para abastecer o comércio ilegal em diferentes estados. O valor estimado dos produtos apreendidos pode chegar a 300 milhões de reais.
Contexto e dados setoriais mostram o alcance do problema. O Brasil figura entre os países com atuação internacional contra pirataria, com o Street 25 de Março citado como um dos principais polos informais. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria, mais de 170 milhões de peças esportivas são vendidas anualmente no país, gerando impactos de ordem econômica. O auditor Márcio Godoy reforça a necessidade de combater a copiação irregular para proteger empregos legais.
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