O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em audiência na CAE, do Senado, que bancos com patrimônio deficitário precisam de aporte de capital dos sócios para regularizar a situação. O BRB foi citado como exemplo.
Segundo Galípolo, vender ativos com deságio pode melhorar o caixa, mas não resolve o patrimônio. Em teoria, o aporte de acionistas é essencial para reforçar o capital do banco.
Acionistas do BRB aprovaram, em 22 de abril, um aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais para robustecer as finanças da instituição. A medida vem após transações com o Banco Master, alvo de investigação e liquidação.
Fundo de ativos e acordo com Quadra Capital
Um memorando com a Quadra Capital prevê a criação de um fundo de investimento de 15 bilhões de reais para abrigar ativos ligados às negociações com o Master. O BRB receberia até 4 bilhões em dinheiro; o restante seria convertido em cotas subordinadas do fundo.
O fundo deverá administrar e monetizar esses ativos, com o BRB exposto ao desempenho dos ativos. Caso haja valorização, o banco pode receber o retorno; em caso de erro de avaliação, o BRB arcaria com perdas.
Situação do BRB e afirmações oficiais
Pouco antes, o ministro da Fazenda afirmou que não há indicação de aporte federal ao BRB, apontando responsabilidade do governo do Distrito Federal. A gestão da instituição permanece sob escrutínio de autoridades locais e federais.
O BRB também enfrenta dúvidas sobre os créditos adquiridos do Master, avaliados em cerca de 12,2 bilhões de reais. A operação gerou desconfiança sobre o valor real dos ativos recebidos pelo BRB e ainda não teve balanço de 2025 publicado, com prazo encerrado.
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