Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta terça-feira (19/5) que o BC enfrenta uma carência de funcionários e precisará priorizar o que fiscalizar. A observação ocorreu durante audiência pública na CAE do Senado.
Ele alertou que, com o cobertor curto, o BC terá de fazer gestão de risco e escolher os focos de fiscalização. Em comparação internacional, disse que o quadro brasileiro é menos favorecido para a fiscalização de instituições.
Galípolo defendeu a aprovação de um projeto de lei que amplia a autonomia orçamentária do BC, para evitar efeito direto de variações orçamentárias na atuação da autoridade.
A audiência na CAE ocorreu após a liquidação do Banco Master e a operação da Polícia Federal que mirou executivos ligados à instituição. Senadores quiseram ouvir o BC antes de decisões que impactem o sistema financeiro.
O Banco Master esteve envolvido em negociações com o BRB (Banco de Brasília) antes da liquidação. Em setembro de 2025, o BC impediu a compra de parte da instituição pelo banco público, decretando a dissolução das operações viáveis.
Entre na conversa da comunidade