O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters que as discussões do G7 sobre reduzir desequilíbrios globais enfatizam o confronto com a China, apoiado por dados do FMI sobre o impacto do forte impulso de exportação chinês. A leitura é de que o tema principal envolve o papel da China no comércio mundial.
Bessent afirmou ter alertado aliados ocidentais de que, sem proteções comerciais, haveria uma enxurrada de exportações chinesas — entre elas veículos elétricos — que poderiam prejudicar as economias anfitriãs. Segundo ele, o aviso foi feito a europeus, britânicos, canadenses, australianos e ao Japão.
Ele reforçou que os EUA poderiam adotar medidas de proteção, como barreiras tarifárias, para impedir a absorção desses produtos de alta qualidade pelos mercados mais vulneráveis. O objetivo é conter impactos negativos para o Sul Global, disse na entrevista após a reunião.
Ações sobre o Irã
Sobre as sanções ao Irã, Bessent apontou a necessidade de reforçar controles. Segundo ele, países europeus devem fechar agências bancárias iranianas, enquanto nações asiáticas precisam monitorar melhor a frota de navios-tanque para evitar transferências de petróleo para navios sancionados.
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