Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta terça-feira que o acordo entre o BC e Roberto Campos Neto, à época executivo do Santander, foi um mecanismo administrativo previsto em lei para encerrar um processo interno. A defesa ocorreu durante audiência da CAE no Senado.
A apuração analisava supostas falhas de supervisão em operações de câmbio quando Campos Neto atuava no Santander. O acordo, no valor de 300 mil reais, encerrou a investigação administrativa sem reconhecimento de culpa. Não há conclusão de crime associada ao caso.
Calheiros, senador pelo MDB-AL, questionou se o BC teria blindado Campos Neto com esse entendimento. Galípolo reforçou que o termo não funciona como leniência criminal e que não impede investigações da PF, do Ministério Público ou de outros órgãos. O BC afirma atuar apenas com normas aprovadas pelo Congresso e pelo Executivo.
O presidente do BC destacou ainda que o episódio ocorreu antes de Campos Neto assumir a presidência da instituição. Ele explicou que o foco da apuração era verificar se houve falha na verificação da legalidade de operações cambiais e na qualificação de clientes, conforme regras internas e da CVM.
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