Mango apresentou resultados 2025 récord, impulsionados pela profesionalização e pela gestão externa que substituiu a condução familiar. A companhia se isolou publicamente do caso envolvendo Jonathan Andic, filho do fundador, detido pela polícia catalã.
O grupo registrou receitas de 3,8 bilhões de euros e lucro líquido de 242 milhões no ano, com EBITDA de 722 milhões e margem bruta de 60,8%. O avanço ocorre mesmo em meio a turbulências familiares que cercam a liderança.
Isak Andic, falecido em dezembro de 2024, teve seu legado destacado, mas a empresa reforçou o afastamento entre atuação comercial e questões legais da família. A gestão passou a ser feita por executivos externos desde 2018, com participação externa desde 2023.
Mudança de governança e expansão internacional
Toni Ruiz, gestor externo, lidera a Mango desde 2018, assumindo a presidência interina após a morte do fundador. Em 2025, o conselho ratificou Ruiz e confirmou Jonathan Andic como vice-presidente, mantendo-o fora das funções executivas.
A organização da empresa foi reformulada: a holding Mango MNG SA substituiu a antiga structure, com acionistas independentes no conselho. Três filhos de Andic controlam 95% da empresa, com Ruiz detendo 5%.
Os resultados positivos ajudam a sustentar dividendos aos acionistas. Em 2025, a empresa distribuiu 218 milhões de euros, com 206,7 milhões indo aos herdeiros de Isak Andic. A estratégia mira continuidade de crescimento com gestão profissional.
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