HS2 enfrenta crise e reavaliação de viabilidade. O governo discute entre cancelar completamente a linha ou completar apenas um tronco mais lento que liga Londres a Birmingham, com atraso até a década de 2030s. Custos estimados giram em torno de £60 bilhões para cada cenário, totalizando cerca de £100 bilhões.
Mark Wild, chefe da HS2, aponta que cancelar e remediar poderia ter o mesmo custo de concluir o trecho existente. O projeto, concebido como uma linha em Y, pretendia ampliar capacidade e velocidade, conectando Londres, Midlands, norte da Inglaterra e o noroeste, para impulsionar a economia regional.
O que restou e mudanças no plano
Após a retirada dos ramos Leeds e Manchester, o benefício estratégico defendido pela primeira visão do HS2 foi reconsiderado por autoridades do governo, que indicaram que a justificativa transformacional pode não mais se manter. O trecho final hoje seria apenas até Birmingham, com uma conexão prevista à WCML atrasada para 2040-2043.
Desempenho e limitações operacionais
Os trens do HS2 foram desenhados para as linhas de alta velocidade, o que causará redução de desempenho ao seguir pela WCML, já que não conseguem manobrar com inclinações rápidas. A linha WCML opera com até 15 trens por hora, sendo a mais movimentada da Europa em tráfego misto.
Desdobramentos estratégicos
Há afirmações de que, paradoxalmente, a falha de transformar HS2 pode favorecer a conclusão da perna Ocidental. O governo já vincula o Northern Powerhouse Rail ao traçado central de Manchester, buscando, após despesas com Londres–Birmingham e Cheshire–Manchester, conectar Birmingham a Manchester Airport com custo-benefício potencialmente maior.
Perspectivas de custo e execução
Cidades com custos menores de terreno e menos necessidade de túneis poderiam reduzir o custo por milha. A atual leitura aponta que a infraestrutura existente pode ser adaptada para permitir o benefício mínimo com custos reduzidos, se houver decisão favorável à continuação.
Contexto internacional e lições
Em comparação internacional, várias nações demonstram capacidade de entregar linhas de alta velocidade de forma mais ágil e com menor gasto. O governo britânico busca demonstrar que aprendeu com a overspecification do HS2 e com a distribuição apressada de contratos, ainda que o aprendizado tenha tido alto custo.
Entre na conversa da comunidade