A Andrade Gutierrez protocolou nesta quarta-feira (20) recuperação extrajudicial, em Belo Horizonte, para reestruturar dívidas e manter operações. O movimento não altera o cenário da concessão da Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo, mas pode abrir espaço para a assinatura do contrato e o início das obras. A empresa questiona na Justiça o resultado do lote 2.
O consórcio vencedor do lote 2, entre Jardim Julieta e Vila Maria, é liderado pela Odebrecht, com participação de Álya e italiana Ghella. A proposta foi de aproximadamente R$ 6,7 bilhões. As empresas aguardam a assinatura dos contratos para dar andamento às obras, segundo fontes envolvidas.
A Andrade Gutierrez alega manipulação de tabelas de preços por parte do grupo ganhador para inflar custos iniciais e formar reservas de caixa com recursos públicos. Em primeira instância, a Justiça negou liminar que suspenderia a licitação. Além disso, a Odebrecht também ficou com o lote 3, entre Catumbi e Anhangabaú.
Situação financeira da empresa
A Odebrecht não comentou o caso. O Metrô de São Paulo informou que a recuperação da Andrade Gutierrez não deve impactar o andamento da construção. Em mensagem anterior, o Metrô ressaltou que os certames ainda estão na fase de avaliação da documentação dos consórcios vencedores, etapa anterior à homologação.
A informação de que a Andrade Gutierrez buscava acordo extrajudicial com credores já circulava no setor. A construtora deu entrada no pedido de RJ em Belo Horizonte para renegociar dívidas de aproximadamente R$ 3 bilhões.
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