O presidente da CBIC, Renato Correia, destacou nesta terça-feira que a burocracia e a falta de mão de obra são desafios centrais para a construção civil no Brasil. A fala ocorreu durante evento promovido pela entidade.
Correia explicou que a obtenção de licenças depende de múltiplas instâncias administrativas e varia conforme o estado, o que aumenta o tempo de tramitação. Segundo ele, a média de tempo gasto com burocracia pode chegar a 18 meses.
O dirigente afirmou que o problema ocorre principalmente do canteiro para fora, envolvendo autorizações, licenças e processos administrativos, e não apenas a execução direta das obras. Também mencionou a escassez de trabalhadores qualificados no setor.
Medidas defendidas pela CBIC
Entre as soluções, Correia apontou a necessidade de industrialização da construção, preservação do FGTS como fonte de financiamento habitacional e simplificação de processos para reduzir o déficit habitacional. Ele também pediu maior clareza regulatória para facilitar investimentos.
Correia ainda indicou que a infraestrutura brasileira deve receber mais de 300 bilhões de reais em investimentos neste ano, incluindo concessões e parcerias. Na visão dele, a maior parte desse montante deve vir da iniciativa privada.
Entre na conversa da comunidade