A CAE do Senado aprovou nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a indicação de Otto Lobo para presidir a CVM. A decisão ocorreu por 19 votos a favor e 4 contrários. Igor Muniz foi igualmente aprovado para uma vaga na diretoria, por 19 a 1.
O processo de sabatina tramitava no Legislativo há pouco mais de quatro meses, desde que o presidente Lula formalizou o nome em janeiro. As indicações seguirão para o plenário, onde aguardam a análise final.
Otto Lobo deve exercer mandato-tampão até 14 de julho de 2027, para completar o período residual de João Pedro Nascimento, que renunciou em julho de 2025. A votação na comissão foi acelerada e contou com perguntas diretas sobre decisões recentes da CVM.
Durante a sabatina, senadores questionaram decisões da CVM envolvendo o Banco Master e o grupo Ambipar. Lobo afirmou que as decisões foram técnicas e negou qualquer favorecimento político ou empresarial.
Apesar da aprovação na CAE, a indicação enfrentou resistência nos bastidores de Brasília. O Ministério da Fazenda manifestou oposição à escolha, gerando tensão entre autoridades do governo.
No mercado financeiro, houve desconfiança devido ao histórico de decisões da CVM e pela influência política associada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que negou apadrinhamento nas indicações. O efeito político segue sendo analisado.
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