Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Empregadores dos EUA gastam 1,5 bilhão por ano para combater sindicatos, aponta relatório

Empregadores nos EUA gastam mais de US$ 1,5 bilhão por ano para oposição a sindicatos, via consultores e escritórios de advocacia

Workers picket outside a Starbucks on 20 November 2025 in New York.
0:00
Carregando...
0:00

O relatório do Economic Policy Institute (EPI) revela que os empregadores nos EUA gastam mais de 1,5 bilhão de dólares por ano para enfrentar a organização de trabalhadores e evitar sindicatos. O investimento ocorre principalmente com consultoria, escritórios de advogados especializados em oposição a sindicatos e assistência jurídica durante eleições sindicais e campanhas de organização.

A empresa Amazon figura entre as maiores gastadoras, com estimativas de gastos de 26,6 milhões de dólares em 2025 com consultoria de oposição a sindicatos, segundo registros apresentados ao Departamento do Trabalho dos EUA. Em resposta, a empresa aponta que o custo envolve cooperação com terceiros para esclarecer fatos sobre o papel de agentes externos.

Segundo o EPI, o montante anual destinado a opositores sindicais é distribuído entre consultorias e escritórios especializados, bem como serviços legais e de litígio. A organização cita a Littler Mendelson, que já atuou em campanhas de empresas como Amazon, Starbucks e Delta Air Lines, como uma das firmas relevantes no tema.

O que está em jogo

O estudo aponta que a densidade sindical dos EUA caiu de 20,3% em 1983 para 10% atualmente, em parte por atuação de firmas e consultores que ajudam empregadores a dificultar a formação de sindicatos. Ainda assim, pesquisas de opinião mostram que cerca de 70% dos norte-americanos aprovam a atuação dos sindicatos.

O relatório registra que a Littler Mendelson mantém o Workplace Policy Institute, criado pela própria firma, para acompanhar e enfrentar propostas de ampliação dos direitos dos trabalhadores, como a AB5 na Califórnia e a Prop 22 de 2020, que permitiu classificar trabalhadores de aplicativo como independentes.

Para os autores, o uso intensivo de consultorias e firmas especializadas amplia o poder já existente dos empregadores sobre a força de trabalho, dificultando o caminho para acordos coletivos e, em muitos casos, atrasando contratos sindicais. Os dados também destacam o tempo médio de tramitação para um primeiro contrato, estimado em 465 dias, com variações conforme o caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais