Investidores estrangeiros retiraram quase R$ 10 bilhões da bolsa brasileira em maio, até o 15º dia do mês. O movimento contrasta com o início do ano, quando entraram aproximadamente R$ 26 bilhões em janeiro de 2026.
Segundo dados apurados, o fluxo externo aponta volatilidade ligada a notícias internacionais, especialmente o conflito no Oriente Médio, que influencia decisões de curto prazo no mercado brasileiro.
De acordo com o analista de Economia da CNN, o comportamento externo está atrelado ao noticiário global, com o cenário de guerra alterando a percepção de risco e gerando lucros realizados.
Cenário doméstico e fatores de decisão
Além do externo, inflação acima do esperado e um aperto monetário mais prolongado pesam nas decisões. O mercado teme juros mais altos por mais tempo, o que tende a reduzir o apetite pela renda variável.
A avaliação de investidores também passou a considerar o impulso político doméstico. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro gerou cautela, e uma gravação envolvendo o político ampliou a incerteza no mercado.
Perspectivas e impactos no curto prazo
Mesmo diante dos riscos, houve recuperação nos pregões no mesmo dia da análise, com ganhos em Nova York e em São Paulo, e recuo do dólar. A recuperação foi associada a sinais de arrefecimento da tensão no Oriente Médio.
A imprensa aponta movimento de maior oferta de petróleo, com 26 embarcações passing pelo Estreito de Hormuz naquele dia, incluindo três grandes petroleiros. O esclarecimento de que o Irã sinalizaria abertura para navios não americanos influenciou a queda de preços do petróleo.
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