O peso da inflação volta a se aproximar de 5% e a volatilidade no cenário externo aumenta a pressão sobre a política econômica. Dados indicam revisão da inflação de 2026 para 4,5% no teto da meta. O movimento impacta o COPOM e suas decisões.
Economistas destacam que o choque recente de preços veio do entorno global e das contas públicas. Ricardo Rocha, do Insper, afirma que o discurso oficial mudou diante da guerra e da deterioração do cenário externo, o que força ajustes na comunicação econômica.
Sérgio Vale, da MB Associados, aponta que o quadro inflacionário pode permanecer desconfortável. Ele prevê que a inflação fique próxima de 5% neste ano, com bastões de pressão vindos de combustíveis e alimentos, influenciados pelo El Niño.
Perspectivas para a política monetária
Vale indicar que o COPOM enfrentará dificuldade para reduzir juros com intensidade neste ano. A projeção é de que a Selic encerre o ano ao redor de 13,5%, dado o risco de aperto fiscal e a persistência de pressões de preço.
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