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Birman e Jatahy vão à arbitragem; risco de megafusão na moda

Arbitragem entre Birman e Jatahy envolve a marca Reserva na Azzas 2154, ameaçando as sinergias da fusão Arezzo&Co com Grupo Soma

Pouco mais de dois anos após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, conflito entre os sócios põe em suspense o rumo da Azzas 2154; procurados, os executivos preferiram não comentar
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Após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, a estrutura da marca Reserva dentro da Azzas 2154 volta a presidir a pauta de conflitos entre acionistas. Birman e Jatahy acionaram mecanismos de disputa para definir governança e mudanças organizacionais. Executivos não comentaram o assunto.

A tensão entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy ganhou novo capítulo com a abertura de uma arbitragem entre as partes. A briga envolve a reorganização da Reserva dentro da operação integrada de moda da Azzas e pode redefinir a atuação do CEO segundo o acordo de acionistas.

A liminar que tentou frear as mudanças foi obtida inicialmente no Rio de Janeiro, recebendo confirmação posterior do Tribunal de Justiça do estado. A arbitragem foi acionada após esse desfecho judicial, segundo apuração de fontes ligadas aos interessados.

Conflito entre governança e modelo de negócios

Pessoas próximas a Jatahy descrevem a reorganização promovida por Birman como uma ruptura do modelo em vigor, alegando falta de aprovação do conselho. Em contrapartida, Birman sustenta prerrogativas estatutárias para reorganizações internas da companhia.

A Azzas afirmou ter ficado surpresa com a ação judicial, ressaltando que a gestão da Reserva cabe a Birman conforme o estatuto social e que o tema também é regulado pelo acordo de acionistas. A empresa reconhece a existência de disputas, mas diz não esperar impactos à operação.

O eixo do impasse envolve limites de atuação do CEO dentro do acordo de acionistas e a necessidade de aprovação prévia do conselho para mudanças organizacionais. A arbitragem deverá esclarecer esses pontos e as regras de governança da companhia recém-fundada.

Contexto e cenário de mercado

A fusão anunciada em fevereiro de 2024 uniu marcas como Arezzo, Schutz, Farm, Animale, Reserva e Hering, consolidando a maior companhia de moda da região. Em menos de dois anos, as ações da Azzas acumularam expressiva queda, elevando dúvidas sobre sinergias prometidas e a capacidade de integração.

O processo, ainda em segredo de Justiça, envolve disputas sobre a integração de operações entre marcas cariocas, como Farm e Reserva, e sobre eventuais mudanças de estrutura que impactariam a governança. A arbitragem prevista deverá tratar, entre outros pontos, do papel do fundador do Grupo Soma na gestão da empresa resultante da fusão.

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