O interesse de brasileiros por ativos no exterior aumentou com a desvalorização do dólar frente ao real. A moeda fica estável perto de R$ 5,00, em meio a duas semanas de conflitos no Oriente Médio, e investidores buscam proteção global.
A demanda por ativos nos EUA cresceu, com corretoras abrindo contas para brasileiros e registrando fluxos recordes. Analistas destacam que a queda cambial torna o dólar mais atrativo como parte de uma carteira diversificada.
Especialistas apontam que o consenso para o dólar é de alta nos próximos meses, principalmente se o conflito se prolongar e as taxas americanas permanecerem altas. O dólar pode chegar a R$ 5,25 até o fim do ano.
O que está em jogo
A desaceleração do dólar abaixo de R$ 5 desde a metade de abril surpreende, segundo o mercado. Economistas atualizam projeções e veem o dólar mais baixo do que o previsto no começo do ano.
A expectativa é de que eleições presidenciais aumentem a volatilidade cambial, elevando retornos da taxa de câmbio conforme fluxos financeiros se ajustam. Diversificar aparece como estratégia de longo prazo.
Como dolarizar a carteira
A decisão sobre quanto investir em dólar depende do perfil do investidor. Para conservadores, a indicação inicial é de cerca de 10% da carteira, com foco em renda fixa e títulos públicos americanos.
Investidores mais tolerantes ao risco podem chegar a 30%–40% em ativos dolarizados, incluindo ações, ETFs e fundos globais. A composição ideal varia conforme objetivos e horizonte temporal.
Recomendações de alocação por perfil
Conservador: 90% renda fixa, 5% ações, 5% fundos multi-estratégia. Moderado: 75% renda fixa, 15% ações, 10% multi-estratégia, com atenção a REITs. Arrojado: 60% renda fixa, 25% renda variável, 15% multi-estratégia, com uso de ETFs de emergentes.
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