O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (20), após a retomada parcial da circulação de navios no Estreito de Ormuz e antes de um possível acordo que pode encerrar a guerra no Oriente Médio. Apesar da queda, os preços permaneceram próximos de US$ 100 por barril.
O WTI para julho, negociado na Nymex, caiu 5,7%, (-US$ 5,89) e fechou a US$ 98,26 o barril. O Brent para o mesmo mês, na ICE de Londres, recuou 5,62% (-US$ 6,26), a US$ 105,02 o barril. O mercado acompanha movimentos de navios no estreito e sinais de negociação entre EUA e Irã.
Ainda nesta quarta, houve relatos de que superpetroleiros com cerca de 6 milhões de barris cruzaram o Estreito de Ormuz, com outras embarcações comerciais também passando pela via. A movimentação aconteceu mesmo com a presença de ações da Guarda Revolucionária do Irã para liberar o tráfego.
Movimentos de mercado e perspectivas
A imprensa internacional aponta que o Paquistão espera concluir a última versão do acordo nos próximos dias, o que tem sido visto como fator de apoio aos preços. O mercado, no entanto, reagiu com cautela diante das incertezas geopolíticas.
As informações sobre estoque de petróleo nos EUA chegaram com o DoE, que mostrou queda de 7,863 milhões de barris na semana encerrada em 15 de maio. Analistas esperavam redução maior, na casa de 3 milhões de barris.
Ambiente monetário e impactos
A ata da última decisão do Fed indicou que a maioria dos dirigentes vê altas de juros como necessárias, diante da inflação persistente. Analistas da FxPro destacam que juros mais altos podem reduzir a demanda por commodities energéticas e manter os preços sob controle.
A confluência de sinais geopolíticos, dados de estoque e política monetária segue influenciando a direção de curto prazo para o petróleo, sem um consenso claro sobre o rumo dos preços.
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