A Rockfeller Language Center, rede de escolas de inglês, planeja abrir 30 unidades em 2026 com foco em microfranquias em cidades do interior. A meta foi anunciada pela empresa, que já atua há mais de duas décadas no setor. A iniciativa busca ampliar o acesso ao ensino de idiomas em municípios de menor porte.
O modelo smart, voltado a professores de idiomas, envolve investimento inicial de R$ 135 mil e unidades de menor tamanho. Em contraste, o modelo tradicional exige cerca de R$ 295 mil a R$ 565 mil para escolas maiores. A sede fica em Balneário Camboriú, SC, e a empresa nasceu em São José do Sul (SC).
Modelo de negócio e expansão
A Rockfeller opera hoje com 102 unidades, sendo apenas uma de propriedade. A meta de todo o ano é ampliar a rede, mantendo o foco no formato smart para interiorização. O objetivo é atingir cidades com até 80 mil habitantes onde há demanda por qualificação, porém oferta reduzida de escolas.
André Belz, CEO, ressalta que o ensino de inglês é o foco principal e que o modelo smart prioriza quem atua como franqueado na gestão, captação de alunos e administração. A franqueadora oferece suporte completo, incluindo metodologia, tecnologia educacional e marketing.
Metodologia e tecnologia
A rede incorpora Inteligência Artificial como recurso pedagógico para personalizar o aprendizado. A IA analisa desempenho, identifica dificuldades e sugere trilhas de estudo, apoiando o trabalho do professor. No aplicativo, a IA avalia pronúncia, prática de conversação e correção de erros.
A sala de aula invertida também compõe a metodologia, com preparação prévia em casa para turbinar o tempo de aula. Turmas costumam ter até oito alunos, com foco em atividades de conversação. O formato online também é forte, permitindo atendimento a alunos de outras regiões.
Contexto de mercado e avaliação
A Rockfeller informou ter 20 mil alunos em todo o grupo, com cerca de 2.000 em formato online. Em 2025, a empresa registrou faturamento de aproximadamente R$ 85 milhões, sem divulgação de lucro.
Especialistas consultados destacam que a adoção de IA em interiores pode enfrentar barreiras de familiaridade tecnológica. Também enfatizam a necessidade de planejamento financeiro e apoio da franqueadora para o sucesso de unidades em cidades menores.
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