Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Zucman: ultra-ricos no Brasil evitam impostos, classe média paga a conta

Economista defende imposto mínimo de 2% sobre a riqueza para cobrar os ultrarricos, reduzir desigualdade e ampliar recursos para serviços públicos

Photo
0:00
Carregando...
0:00

Nos Estados Unidos e França, economistas apontam que os ultrarricos cobram menos imposto proporcionalmente que demais contribuintes. Gabriel Zucman, professor da UC Berkeley, sustenta que fortunas bilionárias muitas vezes não aparecem como renda tributável.

Ele defende a criação de um imposto mínimo global sobre a riqueza e não apenas sobre a renda. O objetivo é impedir que patrimônios elevados paguem menos impostos do que o restante da população, mesmo com estratégias de planejamento fiscal.

O pesquisador apresenta dados de um grupo de estudo em 10 países que avalia quanto os super-ricos acumulam em patrimônio acima de 100 milhões de dólares e quanto pagam de tributos. A conclusão é de tributação mais baixa sobre a renda declarada.

Para Zucman, parte do patrimônio é transferida para estruturas como holdings e trusts, o que reduz a renda tributável percebida pelos indivíduos. Em anos específicos, Elon Musk e Jeff Bezos declararam rendas baixas e pagaram pouco imposto.

A Proposta do Imposto Mínimo

A proposta central é uma alíquota mínima de 2% sobre a riqueza, ancorada no patrimônio, para evitar que a fortuna cresça com isenções fiscais. A ideia não busca eliminar a progressividade, mas estabelecer um piso comum.

Segundo o economista, a medida pode impedir que bilionários paguem menos do que a população em geral, promovendo maior confiança pública e sustentando serviços públicos. A adesão de diferentes países é um ponto-chave para o sucesso.

Brasil em Debate

No Brasil, a discussão sobre tributos envolve a reforma de consumo já aprovada e a avaliação de uma etapa centrada na renda. Zucman aponta que parte relevante da renda dos muito ricos fica dentro de empresas controladas, o que influencia a concentração de riqueza no país.

Ele cita que o 1% mais rico do Brasil concentra 27% de toda a renda, com impactos na economia e na democracia. A colaboração com governos busca mapear esse cenário e propor caminhos com base em dados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais