O FMI liberou mais US$ 1 bilhão para a Argentina, dentro do programa de crédito de US$ 20 bilhões aprovado há um ano. A nova parcela foi disponibilizada após a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF).
A decisão foi anunciada pelo Diretório Executivo do FMI nesta quinta-feira, 21, com avaliação de que a execução do programa permanece sólida. Segundo o FMI, o país cumpriu a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas, ainda que não tenha alcançado a meta de acumulação de reservas internacionais líquidas.
Contexto da liberação
O FMI destacou que a composição das políticas macroeconômicas foi considerada prudente, com ajustes contínuos para enfrentar riscos externos e domésticos. A instituição reforçou a necessidade de manter a formulação de políticas ágil e planos de contingência para os objetivos do programa.
Situação econômica da Argentina
Durante a gestão de Milei, a inflação tem passado por mudanças significativas, com queda de 117% em 2024 para 31% em 2025. O governo argentino também registrou superávit em contas públicas em 2025, apoiado por reformas estruturais e mudanças na política trabalhista.
Repercussos políticos e sociais
O programa de ajustes, com cortes sociais e eliminação de subsídios, gerou protestos no país. Ainda assim, o governo conseguiu consolidar apoio parlamentar ao longo de 2025, mantendo avanços em reformas econômicas. A liberação do crédito pelo FMI ocorre em meio a um cenário de maior complexidade econômica global.
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